domingo, 29 de abril de 2007

Portugal colonizado

Oi galera. Aproveito este espaço de divulgação à escala planetária para vos informar que, é oficial, somos uma colónia brasileira! Isso mesmo, pertencemos ao Brasil, mas também é justo, nós escravizamo-los, exploramos os seus recursos e impusemos a nossa vontade durante 322 anos! E perguntam vocês: Como é que percebeste que somos uma colónia brasileira? Pela programação televisiva, é óbvio. Pelas novelas meus senhores. Se repararem, as nossas crianças já começam a falar com um sotaquezinho abrasucado…

Vamos então falar de novelas. Como é que permitimos que todo esse lixo seja colocado à nossa mesa precisamente ao jantar? O horário nobre é das novelas! Se me falarem do “Roque Santeiro”, “Tieta” ou “Pedra sobre pedra”, tudo bem, eu reconheço que eram boas, mas as que passam agora… A originalidade dos argumentos situa-se algures entre o caderno de iniciação à leitura de um aluno da 1ª classe e uma crónica do Cláudio Ramos (sendo obviamente o caderno do aluno o extremo superior e a crónica do senhor com dentes de cavalo o extremo inferior). A minha parte favorita das diversas novelas é a do pequeno-almoço das famílias ricas; eles comem croissants, geleias, compotas, queijo, bolo, torradas, suquinhos de goiaba, manga, laranja, caju e mais o c……….. Suquinhos de todo o género, parece um casamento. E temos o Pai, a mãe, os três filhos, a avó, os tios, os primos, a vizinha boa e uma visita de ocasião, todos sentados à mesa. É extraordinário, levantam-se todos à mesma hora, tomam o pequeno-almoço juntos e têm de sair para os seus maravilhosos empregos todos ao mesmo tempo.

Eu devo viver numa família disfuncional, somos 5 e, tirando a minha mãe que tem de levar a minha irmã mais nova à escola, levantam-se todos a horas diferentes. Eu tomo o pequeno-almoço no carro e não bebo três suquinhos diferentes… Tenho andado a desperdiçar a vida!

Manual da separação

Hoje vamos falar de arte. A arte de terminar relações amorosas. Existem duas formas de o fazer, lenta e dolorosamente ou rápida e… Dolorosamente! A primeira, normalmente implica que não se tem a certeza do que se quer fazer, deixam-se prolongar as coisas e acabam invariavelmente por sofrer mais os dois. Não aconselho!

Na segunda forma existem duas variantes, ou fazes algo que a leva a acabar contigo, por exemplo és apanhado a fazer o que não devias… Esta maneira é muito eficiente, mas acarreta alguns riscos para a tua saúde, principalmente se a tua (ex) cara-metade for de natureza violenta e instrutora de algum tipo de artes marciais (daquelas que aleijam) ou tiver um paizinho muito zeloso e que até tem uma arma lá por casa... Passámos então à segunda variante do modo rápido e doloroso que será, na minha opinião, o menos mau. È muito simples, chegas junto da tua Futura Quase Ex-namorada e dizes-lhe as seguintes frases por esta ordem:

- Precisamos de falar (aqui apercebe-se logo que se passa algo).
- Sabes, ultimamente tenho sentido, e tu também já deves ter reparado, que as coisas estão diferentes entre nós os dois (é possível que nesta fase comece a disparatar, mas não te deves deixar ir a baixo, mantém-te firme e continua).
- Não vale a pena continuar a disfarçar, as coisas não estão bem, e se prolongarmos mais, o sofrimento será maior depois (tenta dar-lhe a entender que o que estás a fazer é para o bem dela).
- O melhor é terminarmos tudo entre nós, vais ver que em breve também vais pensar o mesmo (e antes que ela possa dizer alguma coisa, rematas com chave de ouro).
- Não és tu, sou eu (normalmente aqui ela manda-te para um determinado local de conotação sexual, sai a correr e nunca mais te quer ver pela frente. Se ela acreditar nesta última frase, significa que ainda poderão ficar amigos, de qualquer forma tens a situação resolvida).

E é precisamente esta última pérola que gostaria de analisar mais profundamente. “Não és tu, sou eu”? Quem terá inventado esta frase? Se ma dissessem, a minha resposta seria inevitavelmente esta: “Claro que és tu minha vaca. Quem está a acabar tudo és tu! Por que raio havia de pensar que o problema seria eu?” Contudo tenho de admitir que é de uma genialidade gigantesca, e os resultados da sua utilização rondam os 100% de eficácia, o que varia é a reacção da pessoa que a ouve. No que toca a terminar relações amorosas, é obrigatória!

sexta-feira, 27 de abril de 2007

1ª Participação de leitores – Metáfora das rodinhas

Os putos quando têm o seu primeiro triciclo, é o delírio total, imaginam que a próxima etapa é conduzir ao colo do pai. Este delírio dura até o puto se aperceber que o vizinho do lado já tem uma bicicleta com rodinhas (“E que bem que ele anda nela”). Próxima etapa é a bike com rodinhas, etapa esta, que dura uma longa fase. Depois vem a paixão pelas quatro rodas, e aí eles são os reis da estrada, capazes de conduzir em qualquer circunstância, sem medos, eles são os maiores. Mas, no dia em que lhes aparece uma bela de uma bomba, de uma moto sem rodinhas, parece que regressam ao passado, e lá vão eles buscar as rodinhas que ficaram sempre em casa da mamã, com medo de sair do pátio lá de casa. E pensam que a moto é tão boa e perfeita que o melhor é guardar e esperar mais um tempo. Mas chegará o dia em que a bomba perfeita se faz à ESTRADA. E quando dão por ela, os garanhões ficam com a bike de rodinhas, onde já nem metem lá o cu, mas sempre estão seguros no pátio da mamã.

Encarem esta metáfora como quiserem, penso que é uma realidade quase geral. É como a história dos patins, que eram tão lindos e bons que foram guardados para não se estragarem, um dia deixaram de servir. Tarde demais.

P.S. – Estou a pensar tirar carta de mota.

Autoria: Petra Scarlet

quinta-feira, 26 de abril de 2007

A Flor voltou?

Os meus pêsames… Na semana passada disseram-me: “A Floribela vai voltar no dia 20”. Ao que eu disse para mim mesmo: “Isto implica uma óptima e uma péssima notícia”. Se vai voltar, significa que acabou… Já sinto esperança no mundo, o fim da fome em África, paz para o Médio Oriente… Mas espera, vai voltar porquê? Porque é que tem de voltar, eu nem me tinha apercebido que tinha terminado e já vai voltar. Não é justo, no mesmo momento que sei que acabou esta criação do Diabo, sei também que é efémera a minha alegria, a Menina Bolota volta já no dia 20!

Depois de recomposto do choque inicial, pedi para me explicarem como tinha terminado a primeira série. Disseram-me que o príncipe tinha morrido e as bruxas tinham ganho. Finalmente um pouco de originalidade, nada mau, não fossem os 2 ou 4 milhares de crianças que ficaram traumatizadas para os próximos 14 anos das suas vidas… Estou a deliciar-me com a morte do alemão, quando me atacam de novo: “Mas ele vai reencarnar num príncipe, ou num Conde ou num Barão”. Não é possível, quando penso que não pode piorar, a SIC surpreende-me sempre. O cabrão do Frederico vai reencarnar num Duque? (Aposto que é Búlgaro). Mas o que é isto, não há limites para a estupidez? E deixem-me adivinhar, a Floribela vai comê-lo, é certinho, o alemão morre, duas semanas depois a vaca da Bolota já anda com outro.

Mas deixem-me aproveitar o final da 1ª série para propor algo à SIC. Que tal terminar a 2ª série daqui a quinze dias, com um empalamento em praça pública da Menina das Fadinhas e um bacanal com as bruxas e 7 ou 9 representantes da nobreza estrangeira residentes em Portugal. Que dizem? Vamos baralhar a cabecinha das nossas crianças…

Doce nostalgia

Saudações universitárias. Vem a propósito, esta semana encontrei a Vanessa. Perguntam vocês: Quem é a Vanessa? Metam-se na vossa vida… Ok, vá lá, a Vanessa era a dona do apartamento que servia de poiso nas noitadas do nosso grupo dos tempos da universidade. O apartamento da Vanessa era o apartamento do povo. Era o ponto de encontro, o local de estudo, de dormida, de festa, de tudo… Foi lá que vimos as repetições dos jogos do Euro 2000 às 7 da manhã, foi lá que choramos a eliminação nas meias-finais aos pés da França, foi lá que fizemos o necessário para muitos exames, foi lá que dormimos 15 num T2, foi lá que empenei as costas no cabrão do sofá da sala… Foi lá que me telefonaram às 16:05 para me acordarem a dizer: “Oh pá, o exame é as 4 da tarde!”. Foi lá que começamos e terminamos muitas noites da Queima…

Que saudades dos tempos de universidade, que saudades do apartamento da Vanessa e que saudades de vocês todos!

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Estágios não remunerados.


Desde meados do passado mês de Março e face a situação de desemprego e inexperiência na minha área de formação académica, iniciei numa empresa da industria chocolateira, um estágio não remunerado. Ora, se durante os dois primeiros dias, em que tudo era novidade e não pensava em nada mais do que orientar as minhas energias e esforços para relembrar o aprendido durante a faculdade, e que poderia, agora mais do que nunca, ser útil, comecei a integrar-me com enorme satisfação no dia-a-dia da empresa, e em particular no que ao departamento que represento diz respeito. Fui fazendo sem reclamar, tudo o que me era solicitado, com a maior dedicação e empenho possível, tentando assimilar ao máximo a nova informação.
No entanto, e porque sou Homem e a minha mente não é lá muito dada ao sossego, dei por mim a pensar no que me poderia acontecer se simplesmente não fizesse o que me pediam ou desrespeitasse todas as indicações e informações confidenciais. Pois bem, considerei várias situações prováveis que passo a indicar:

trabalho à comissão sem cumprimento dos objectivos implicaria um corte brusco nas ditas comissões e limitar-me ao ordenado base;
transferência para uma secção ou função que não exija tanta responsabilidade por tamanha incompetência;
falta de assíduidade, cortarem aos dias de férias;
falta de pontualidade, fazer horas extras não remuneradas;
insulto, agressão ou furto, instauro de um processo disciplinar com direito a 7 dias de suspensão sem remuneração e perda de todos os bónus relativos aos anos de casa;

No entanto, como estou a realizar um trabalho sozinho sobre o qual tem de ser feito um relatório num futuro próximo por parte da administração, acho que é chegada a altura de reivindicar mais qualquer coisa. Vou bater o pé!

Dá que pensar, mas apesar de tudo mantenho-me convicto e vou aguentar tranquilo este estágio, sem criar conflitos e tentar aproveitar ao máximo o ordenado que recebo. Amanhã esta experiência será com certeza valiosa na perseguição duma vida melhor, e porque a nova estagiária vale muito a pena, mas isto é apenas um pormenor.

domingo, 22 de abril de 2007

Quem se lixa é o transeunte

Há alguns anos atrás, decorreram algumas campanhas no nosso país com o intuito de sensibilizar a população apaixonada pelo animal que defeca em plena praça pública, por forma a que de uma vez por todas tomassem consciência que os dejectos que as suas criaturas amorosas e peludas deixavam, não eram afinal uma grande preciosidade, nem valorizavam a calçada portuguesa por aí além. Há que dar os parabéns a algumas autarquias, que realmente conseguiram resultados notáveis, pelo menos durante algum tempo.
Parece-me no entanto, que um pouco como o país em si, estamos a regredir, e a voltar a tirar do fundo do baú algumas daquelas formas de falta de civismo que tanto nos caracterizaram aos olhos da europa e do mundo, ou então as autarquias rederam-se e passaram a interpretar essas obras primas como formas de arte, de tal forma que os blocos para autoar os donos dos bichos passaram a ter outro destino ou outra função.
Graças a Deus nosso Senhor Jesus Cristo, Alá, Buddha ou outra criatura metafísica qualquer que não sofro de qualquer forma de psicose, porque se bem se recordam da personagem interpretada por Jack Nickolson em "As good as it gets" traduzido para português deu qualquer coisa do género "Melhor Impossível", o qual contracenava com a bela Helen Hunt, o homem não conseguia pisar os riscos da calçada. A sorte dele foi a de viver nos EUA em que contrariamente a falta de inteligência que se verifica na classe politica por aquelas bandas, as ruas e passeios sempre são mais largos e a calçada menos trabalhada, e o homem lá se ia safando mesmo que por vezes andasse em bicos de pés. Agora imaginem que vivia em Portugal, com o trauma de saber que assim que saisse de casa teria não só que cortornar a nossa bela calçada portuguesa como as obras de arte que a enfeitam.
Moral da história, admiram-se que o povo anda cabis baixo, que remédio, se não forem a olhar para onde pisam, arranjam merda pela certa!