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domingo, 14 de outubro de 2007

Daqui a 30 anos...

Ontem durante um jantar de casais amigos, levantei a questão ás mulheres, se se imaginavam com os seus actuais parceiros daqui a 30 anos, ao que todas responderam perentoriamente que NÂO! Que por essa altura esperavam ter arranjado alguém melhor, mais novo, mais alto e espadaudo - disse uma delas.
A questão que se põe é, se agora que são novas e esbeltas, cheias de potencialidades, atributos físicos e capazes de aguentar noites de sexo desenfreado num qualquer quarto de turismo rural no Gerês, como se de martas se tratassem, porque não procuram então agora, esse tal modelo ideal de homem que tanto preconizam e anseiam, e andam a perder o tempo com homens tarrecos, a fugir para o gordo e com entradas proiminentes? Podemos ter muitos defeitos, mas acredito verdadeiramente que daqui a 30 anos e pela forma como sopra o vento, irão dar graças a Deus e mais uns tostões por ainda nos terem a seu lado.

domingo, 8 de julho de 2007

Perfil(usionismos)

" Não tem o perfil necessário para desempenhar a função" - afirmou ele. Senti de imediato o sangue nas veias a fervilhar, a pressão a acumular-se em mim, e fiz um esforço enorme para não explodir, qual atentado da ETA.
Ponho-me a pensar naquela palavra, e questiono o porquê dos 6 anos de ensino superior que frequentei, a luta e os sacrifícios para conseguir atingir aquele objectivo. Sou Licenciado em Engenharia (não interessa do quê) mas não tenho perfil para desempenhar essa função. Desculpe?! Mas afinal quem é que o determina?! Será o nosso Senhor 1º Ministro?! Não, esse definitivamente não, pois não precisou de estudar para se tornar num mas tem perfil certamente.

Preciso de arranjar um culpado e rápido. Já sei. Nem mais. Vou culpabilizar os meus pais, que tanto sacrifício fizeram para que em termos de educação fosse mais qualquer coisa que a maioria da população. Vou culpabilizá-los também por não serem donos de uma qualquer fábrica e terem assim condenado ao fracasso qualquer tipo de ambição da minha parte.
É lamentável. Com isto não vou poder contribuir para o crescimento económico do país, mas...se eu não posso então por favor expliquem-me de que forma a ocupação de um lugar de deputado na assembleia da república o faz? Se dentro daquelas 4 paredes não há entrada de matéria-prima, nem tão pouco processo produtivo para transformar seja o que for, e muito menos saída de produto final pronto a embalar e vender?

terça-feira, 3 de julho de 2007

Gago, mas pouco…

Saudações ministeriais caros leitores da pontinha, ávidos por uma boa dose de cultura e actualidade, como é apanágio deste local de reflexão, que já conquistou o seu lugar de destaque como opinion maker um pouco por todo o mundo e também nos Palops. Na semana passada, estava eu a lanchar no Piolho Douro; permitam-me aqui um parêntesis para falar deste fabuloso café que, para além de ter um nome magnífico, é somente a maior referência da noite universitária do Porto. Situa-se na “Praça dos Leões”, e existem inclusive casos registados de alguns alunos universitários que foram mais vezes ao Piolho do que à sua própria universidade...

Borgas adiante, como eu ia dizendo, estava no Piolho a lanchar com uns amigos, deviam ser umas 7 da tarde e íamos já na segunda rodada de finos e correspondente pratinho de tremoços, quando de repente irrompem por tão respeitado local três senhores de fato e gravata. Até aqui tudo bem, até porque o Piolho aceita toda a gente. Mas eis que reconheço num deles, nada mais, nada menos, que o Sr. Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, esse mesmo, o Sr. Mariano Gago (eu não o trato por Dr. ou Eng. porque não tenho conhecimento de causa quanto à licenciatura do cavalheiro, e com este governo já se sabe, não nos vamos fiar...). Estavam já uns quantos indivíduos a esfregar as mãos e estalar os nós dos dedos; eu próprio já pensava: “Oh pá, tu queres ver que vamos ter chapada ao vivo no Piolho, e com alguém que inspira de facto o uso dessa tradicional arte educativa portuguesa do tabefe?”. Quando de repente, os três senhores pedem um fininho para cada um. Atenção, não foram imperiais, foram finos meus senhores, foram finos! E como gente grande, haviam de ter visto o regalo das três individualidades e emborcarem os fininhos goela abaixo... Os frequentadores do Piolho são pessoas sensatas, e escusado será dizer que esta atitude valeu aos distintos cavalheiros um ganho de admiração que não se verificava até ao momento, que fez desvanecer as intenções mais sombrias das mentes de todos os presentes. Tudo isto resultou na saída airosa e em bom estado físico do referido ministro, bem como o ganho de algum crédito, pelo menos entre os frequentadores do Piolho naquela tarde solarenga, para poder fazer mais algumas asneiras, no que a governação diz respeito.

Nós aqui na pontinha somos os primeiros a tratar com justiça toda a gente e, tal como criticamos os nossos governantes quando as suas acções e a nossa consciência política assim o exigem, também sabemos valorizar os mesmos quando têm atitudes louváveis e que merecem todo o nosso respeito. Três vivas para o Ministro Mariano Gago!

Causas justas, mas com bom gosto

Um dia destes, ia eu a passar na Rotunda A.E.P., ou Rotunda dos Produtos Estrela, ou Rotunda do NorteShopping, quando dou de frente com um outdoor gigantesco bem no meio da rotunda. Trata-se de uma fotografia de cara de duas mulheres, muito apelativas por sinal, maquilhadas e beijando-se na cara, cena íntima, muito sensual. Tenho de confessar que o cartaz demonstrava um imenso bom gosto, pedia que olhassem para ele. Se tivesse de descrever as meninas diria que são daquelas que dão vontade de me fechar num quarto com elas e dar largas à imaginação…

Foi então que tentei perceber sobre o que era o outdoor. A mensagem escrita era a seguinte: “Contra a homofobia. Somos iguais a ti”. Ah, é uma campanha de defesa da homossexualidade! Ora aqui está uma ideia inteligente para defender a causa, com bom gosto, não criar polémica e ainda arrecadar apoios externos… É tudo uma questão de criatividade. Quando se fala em homossexualidade, a maior parte das pessoas produz uma imagem de dois homens sem roupa a abraçarem-se (ou pior ainda, a abraçarem-se pelas costas…). Esta visualização incomoda algumas pessoas, verificando-se por vezes, por parte de alguns acéfalos, demonstrações de intolerância absoluta. Devo confessar que não é imagem que me desenhe um sorriso na cara, mas também não é por isso que vou começar a atirar garrafas de vodka com um paninho a arder no gargalo, nem a perseguir meninos com t-shirts com a inscrição “Eu gosto por trás, e tu?”. Agora este outdoor já é outra questão… Eu duvido que alguém no seu perfeito juízo, mesmo aquelas bestas que têm no seu currículo algumas biqueiradas nas cabeças de alguns Cláudios Ramos, possa dizer que não gosta do que está ali representado!

Deixo então um apelo às associações de defesa dos direitos pela igualdade dos homossexuais. Não abdiquem nunca de defenderem os vossos direitos, mas sigam este exemplo; não é só a causa que interessa, mas também a forma como se apresenta. É como pôr o Paulo Portas em lingerie a vender tapetes de Arraiolos ou a Soraia Chaves. Aposto que com a segunda opção, cada português teria, pelo menos, um tapete de Arraiolos em cada compartimento da sua casa! Enquanto que as vendas do Paulinho das Feiras resumir-se-iam ao Carlos de Castro, ao La Féria e ao Baião (entre outros notáveis)… Vivam as causas sérias!

Findo o estágio

Vamos brindar. Zur Mitte, zur Titte, zum sack, zack zack! Prost!

Pois é. Lembram-se daquele estágio não remunerado que tinha uma estágiaria bem boa...pois bem, chegou ao fim. Correu tudo bem, foi uma experiência enriquecedora, e a estagiária também. Mas não é para falar da estagiária que aqui estou. Mas que fique bem acente que era bem boa, mas mesmo boa!
Objectivo alcançado. Três meses de estágio na maior empresa chocolateira nacional, e com isto o meu primeiro contacto com a industria alimentar, e algumas lições bem importantes para o futuro!

1ª - sonha, mas reza para não falares alto durante o sonho.
2ª - se na administração reinar o sexo oposto...esquece, nunca terás a oportunidade que tanto esperas.
3ª - não abdiques do teu trabalho para ajudares terceiros, porque o reconhecimento será sempre para eles e nunca para ti.

E agora, curriculo valorizado, e o futuro...ainda incerto.

domingo, 3 de junho de 2007

Mais politiquices

Hoje li um artigo sobre a preocupante taxa de natalidade. Estamos a caminhar cada vez mais entre velhos e as criancinhas que tanto gostamos de ouvir rir e ver a brincar não passam de projectos a longo prazo! Os incentivos para a "procriação" já surgiram há algum tempo em algumas aldeias e vilas e agora prevê-se que se propague para algumas cidades. Eu proponho o seguinte: em vez de arranjarem estes incentivos monetários, falem com o governo e o patronato que gere este país que garantam emprego, justiça social para os jovens de forma a que possamos de uma vez por todas viver uma vida despreocupada e procriar como tanto desejam...sim porque isto de treinar treinar treinar treinar também chateia (mentira)!
Na verdade, com o panorama que hoje se vive, dificilmente teremos filhos antes dos 40. Longe vão os tempos em que se faziam filhos em zig-zag, que é como quem diz, a torto e a direito, e depois iam todos trabalhar a terra para ajudar a família. Hoje, mais do que nunca, para se ter filhos é necessário antes de mais garantias, económicas, financeira e sociais, caso contrário vamos continuar a viver em casa dos nossos pais, até não podermos mais .
Não podemos cair no absurdo de tantos outros, no endividamento desmedido e que já nos coloca uma vez mais no topo da Europa...só se formos ignorantes é que iremos incorrer nesse tipo de "solução" e hipotecar à partida dos 30 todo e qualquer sonho de criança. Não obrigado.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Você decide

Começamos hoje uma nova rubrica neste blog. Os leitores poderão escolher o tema a ser comentado. Para isso enviem um sms (se for uma mensagem escrita não serve, tem mesmo de ser um sms), para o número 3333 com o tema que gostariam de ver comentado aqui na Pontinha! ...................................................................

Já temos o tema vencedor, não foi o que obteve mais votos, esse lugar foi para “As cuecas do Alberto João Jardim”, mas como este blog também é lido por crianças, tivemos de passar para os segundos temas mais votados, exequo: “Gajas boas” e “Lesões desportivas”. Os leitores pediram e vão ter, vamos falar do César Peixoto. Para aqueles que não sabem quem é, trata-se de um jogador de futebol, um esquerdino, eterna grande promessa que nunca mais se concretiza. Este rapaz começou a dar nas vistas muito jovem no Belenenses e atraiu a atenção do F. C. Porto. Mudou-se para a Invicta e conheceu a Isabel Figueira, com quem viria a casar. Aqui é que as coisas mudam de figura. O rapaz começou a ter lesões musculares consecutivas e nunca mais jogou com regularidade, até que acabou por ser dispensado pelo F. C. Porto. Foi jogar para o Espanhol de Barcelona. Passou o ano inteiro lesionado, e provavelmente será também dispensado pelo Espanhol.

Agora que já estão a par da história do César, tentem seguir o meu raciocínio. Jogar futebol profissional chama-se alta competição, exige muito em termos físicos, e quem o faz tem de ter diversos cuidados com o seu corpo de modo a conseguir estar ao nível exigido. Jogar basquetebol profissional é a mesma coisa, ou râguebi, ou atletismo, ou ciclismo, etc.... Conhecem alguém que seja profissional de futebol e de basquetebol ao mesmo tempo? Ou de râguebi e ciclismo em simultâneo? Não, pois não? Então passemos à segunda parte da minha teoria. Andar com a Isabel Figueira (entenda-se “andar” no sentido conjugal do termo, com os deveres inerentes a cumprir), na minha opinião, é igualmente alta competição, trata-se de uma “Liga dos Campeões” no que se refere a mulherio. Portanto, se os outros atletas de alta competição não são capazes de o ser em duas modalidades simultaneamente, porque é que o César Peixoto havia de conseguir? Aqui fica um conselho César, opta por uma ou por outra, as duas é que não dá! Eu no teu lugar sei qual escolheria, até porque o futebol não é assim tão interessante...

segunda-feira, 7 de maio de 2007

"Des"Ordenamento do território

Há algum tempo que um dos temas na ordem do dia é o ordenamento do território (para os observadores como eu, refiro-me ao desordenamento do território). É um facto que é mau, terrível, despropositado, disfuncional, caótico...FEIO! É também mais do que obvio que a solução não está para breve, pois é certo que os interesses de terceiros (designadamente as grande empresas de construção civil) serão sempre a prioridade para os organismos estatais e câmaras municipais etc, face ao tráfico de influências e interesses económicos tratados por baixo da mesa de um qualquer bar de alterne, a meias com uma garrafa de JB 15 anos, uns quantos pares de cuequinhas de renda e jackpots num Euromilhões, que nestas circunstâncias sai à 4ª feira depois do strip das 3h. É claro que ninguém confirma (e infelizmente a ignorância ainda abunda na população) porque se a politica fosse uma actividade ou ocupação séria e honesta, perdia a razão de existir, com ela muitos postos de trabalho (eu prefiro chamar-lhes tachos para deputados e afins. Batatinhas!) e também as manifestações nas ruas.
Com isto ficam condenados ao fracasso todos os estudos encomendados pelo governo e autarquias (quem diria) com o intuito de se asseverar as qualidades e tipos de solos apropriados ora para a exploração agrícola ora para a construção urbana etc.
A única solução a meu ver, e perdoem-me os mais sensíveis (não coloquem em causa o meu amor à pátria), seria um terramoto à escala nacional (demasiado dramático) após o qual só se salvariam para além das vidas, os centros históricos das cidades.
Assim o caos de outra hora seria lembrado como uma espécie de epidemia longínqua.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Doce nostalgia

Saudações universitárias. Vem a propósito, esta semana encontrei a Vanessa. Perguntam vocês: Quem é a Vanessa? Metam-se na vossa vida… Ok, vá lá, a Vanessa era a dona do apartamento que servia de poiso nas noitadas do nosso grupo dos tempos da universidade. O apartamento da Vanessa era o apartamento do povo. Era o ponto de encontro, o local de estudo, de dormida, de festa, de tudo… Foi lá que vimos as repetições dos jogos do Euro 2000 às 7 da manhã, foi lá que choramos a eliminação nas meias-finais aos pés da França, foi lá que fizemos o necessário para muitos exames, foi lá que dormimos 15 num T2, foi lá que empenei as costas no cabrão do sofá da sala… Foi lá que me telefonaram às 16:05 para me acordarem a dizer: “Oh pá, o exame é as 4 da tarde!”. Foi lá que começamos e terminamos muitas noites da Queima…

Que saudades dos tempos de universidade, que saudades do apartamento da Vanessa e que saudades de vocês todos!

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Estágios não remunerados.


Desde meados do passado mês de Março e face a situação de desemprego e inexperiência na minha área de formação académica, iniciei numa empresa da industria chocolateira, um estágio não remunerado. Ora, se durante os dois primeiros dias, em que tudo era novidade e não pensava em nada mais do que orientar as minhas energias e esforços para relembrar o aprendido durante a faculdade, e que poderia, agora mais do que nunca, ser útil, comecei a integrar-me com enorme satisfação no dia-a-dia da empresa, e em particular no que ao departamento que represento diz respeito. Fui fazendo sem reclamar, tudo o que me era solicitado, com a maior dedicação e empenho possível, tentando assimilar ao máximo a nova informação.
No entanto, e porque sou Homem e a minha mente não é lá muito dada ao sossego, dei por mim a pensar no que me poderia acontecer se simplesmente não fizesse o que me pediam ou desrespeitasse todas as indicações e informações confidenciais. Pois bem, considerei várias situações prováveis que passo a indicar:

trabalho à comissão sem cumprimento dos objectivos implicaria um corte brusco nas ditas comissões e limitar-me ao ordenado base;
transferência para uma secção ou função que não exija tanta responsabilidade por tamanha incompetência;
falta de assíduidade, cortarem aos dias de férias;
falta de pontualidade, fazer horas extras não remuneradas;
insulto, agressão ou furto, instauro de um processo disciplinar com direito a 7 dias de suspensão sem remuneração e perda de todos os bónus relativos aos anos de casa;

No entanto, como estou a realizar um trabalho sozinho sobre o qual tem de ser feito um relatório num futuro próximo por parte da administração, acho que é chegada a altura de reivindicar mais qualquer coisa. Vou bater o pé!

Dá que pensar, mas apesar de tudo mantenho-me convicto e vou aguentar tranquilo este estágio, sem criar conflitos e tentar aproveitar ao máximo o ordenado que recebo. Amanhã esta experiência será com certeza valiosa na perseguição duma vida melhor, e porque a nova estagiária vale muito a pena, mas isto é apenas um pormenor.

domingo, 22 de abril de 2007

Quem se lixa é o transeunte

Há alguns anos atrás, decorreram algumas campanhas no nosso país com o intuito de sensibilizar a população apaixonada pelo animal que defeca em plena praça pública, por forma a que de uma vez por todas tomassem consciência que os dejectos que as suas criaturas amorosas e peludas deixavam, não eram afinal uma grande preciosidade, nem valorizavam a calçada portuguesa por aí além. Há que dar os parabéns a algumas autarquias, que realmente conseguiram resultados notáveis, pelo menos durante algum tempo.
Parece-me no entanto, que um pouco como o país em si, estamos a regredir, e a voltar a tirar do fundo do baú algumas daquelas formas de falta de civismo que tanto nos caracterizaram aos olhos da europa e do mundo, ou então as autarquias rederam-se e passaram a interpretar essas obras primas como formas de arte, de tal forma que os blocos para autoar os donos dos bichos passaram a ter outro destino ou outra função.
Graças a Deus nosso Senhor Jesus Cristo, Alá, Buddha ou outra criatura metafísica qualquer que não sofro de qualquer forma de psicose, porque se bem se recordam da personagem interpretada por Jack Nickolson em "As good as it gets" traduzido para português deu qualquer coisa do género "Melhor Impossível", o qual contracenava com a bela Helen Hunt, o homem não conseguia pisar os riscos da calçada. A sorte dele foi a de viver nos EUA em que contrariamente a falta de inteligência que se verifica na classe politica por aquelas bandas, as ruas e passeios sempre são mais largos e a calçada menos trabalhada, e o homem lá se ia safando mesmo que por vezes andasse em bicos de pés. Agora imaginem que vivia em Portugal, com o trauma de saber que assim que saisse de casa teria não só que cortornar a nossa bela calçada portuguesa como as obras de arte que a enfeitam.
Moral da história, admiram-se que o povo anda cabis baixo, que remédio, se não forem a olhar para onde pisam, arranjam merda pela certa!

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Volta à censura

Há pouco tempo atrás, António de Oliveira Salazar, o nosso ditadorzinho, foi eleito o melhor português de sempre! Foi então que percebi que, a maioria das pessoas que perdem tempo a enviar sms para estas baboseiras (reparem que não disse a maioria dos portugueses, é fundamental diferenciar entre os portugueses como povo e os portugueses que adoram as fantochadas das comparações entre um Rei e um futebolista, ou entre um poeta e um ditador com voz amaricada. Qual é o próximo passo? Eleger o melhor local de reunião de pessoas? Onde temos como candidatos, a Igreja de S. Jorge da Murrunhanha e a casa de alterne “A Picanha de Bragança”). Desculpem esta divagação, mas entusiasmo-me sempre que falo de S. Jorge da Murrunhanha. Como estava a dizer, percebi que as pessoas que elegeram o maior de Santa Comba Dão como o maior de Portugal, têm razão, a censura, pelo menos, devia voltar desses tempos fabulosos que o tipo de voz amaricada nos proporcionou!

Não são raras as vezes em que sonho que tenho o poder de decidir o que vai ou não vai passar na nossa televisão! Este meu sonho de ter o poder da censura a nível nacional é das imagens mais bonitas que já me passou pela mente. Imaginem o que seria eu poder decidir se “Os Morangos com Açúcar” iam ou não voltar com uma 13ª série “Geração abortos e grafitis”? Ou se ia estrear “A Bela e o Mestre”? Ou ainda se chegaríamos ao episódio 2376 onde a Floribela quase casa com o Frederico? Ou se teríamos novelas entre as 14:00 e as 20:00 e novamente entre as 21:00 e as 24:00? Não sei como seria a vossa vida, mas a minha seria bem mais feliz.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Coelhos transgénicos

Na semana passada estava sentado em frente à televisão a ver um compacto de “A Bela e o Mestre” e já tinha um x-acto na mão e as mangas da camisola arregaçadas, procurando respostas para todas aquelas questões que me assaltavam o cérebro ao beber daquele néctar de cultura televisiva, quando, num intervalo, vejo a anunciar um debate sobre alimentos transgénicos. Aquilo fez-me pensar, pousei o x-acto, limpei duas ou três gotas de sangue, coloquei um penso rápido e fui dormir.

Contudo, no dia seguinte, e devido à proximidade do evento que celebra a ressurreição de um tipo de túnica e barba, que nem sequer gostava de chocolate, apareciam-me coelhos e ovos de chocolate por todo lado e isto intrigou-me. Porque é que nunca vi nenhuma organização ambiental, OMS ou alguma organização não governamental de qualquer feitio levantar-se contra o facto de existirem coelhos que põem ovos de chocolate? O milho transgénico é mau, a soja transgénica é má, agora, mexer com a estrutura genética de um coelho de tal modo, que o bicho acaba a pôr ovos, ainda por cima de chocolate, já não há problema...

Eu consigo ver as vantagens disto, temos coelho à caçador para jantar e logo a seguir a sobremesa... Mas então e as nossas interrogações éticas? Não se pode mexer nos vegetais, mas baralhar de tal modo um coelho, que ele já não destingue entre uma coelhinha e uma vagem de cacau, só para celebrar a ressurreição do tal tipo, que ao que parece era pescador e só comia peixe, parece-me que já é abusar... Tudo tem limites!

Tráfico de cacau


Um destes dias estava a ler um livro e deparei-me com dificuldades em focar as letras, percebi então que tinha que usar óculos, mas isso agora não interessa... O que venho falar hoje é muito mais importante que a minha dificuldade em ler as letras pequeninas. A Páscoa está aí e isso despertou a minha atenção para uma questão que tem vindo a ser ignorada há já vários anos: “Qual a percentagem da igreja no comércio mundial de cacau?”

Eu sei que esta é uma interrogação incomodativa para muitas facções da nossa sociedade, e que agradaria a muitas pessoas que tal assunto fosse deixado entregue ao anonimato. Contudo, a minha rectidão moral não mo permite, e venho aqui tirar o coelho da toca... (Perceberam? Coelho, Páscoa...).

Toda a gente sabe, pelo menos aqueles que olham para além do mundo fantasioso (e doentio, na minha opinião) da Floribela, onde pessoas e vegetais partilham laços familiares, que existem grandes lobbies alimentares para a igreja, como por exemplo a indústria da hóstia, do vinho barato, dos papos de anjo, das barrigas de freira, do folar, do bolo rei, das rabanadas, dos mexidos, da aletria, das filhozes, dos sonhos, dos cogumelos alucinogénicos... (Este último é possível que esteja a confundir, mas depois de ouvir certos discursos de alguns membros do clero, dá uma ideia nítida de que são fortes consumidores deste tipo de substâncias).

Seguindo este raciocínio, posso-vos transmitir de fonte segura (mais ou menos segura, na altura pareceu-me uma pessoa que não consumia substâncias ilícitas há mais de 3 minutos, seguramente), que muitas das vestes decoradas a ouro e fartos anéis do mesmo metal que enfeitam as mãos papudas dos nossos clérigos que acariciam as nossas crianças, são financiados por essa indústria predadora, que é o comércio do cacau, motivado por interesses obscuros, em especial nesta época. Por isso, lanço-vos um apelo, esta Páscoa deixem de lado as amêndoas e ovos de chocolate, em vez disso ofereçam, por exemplo, legumes. Em vez de um saco de Cláudias, um molho de brócolos, em vez de um ovo Kinder, um rabanete ou um nabo ou outro qualquer tubérculo... É por uma boa causa!

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Pistas para velocípedes em Matosinhos


Quem passou recentemente em Matosinhos na zona do Bowling deve ter reparado numas magníficas pistas vermelhas pintadas nas diferentes ruas que interceptam. Pois bem, tratam-se de pistas para velocípedes e dos corredores do BUS. Sou totalmente a favor de pistas para velocípedes, aliás estamos muito atrasados em relação aos nossos vizinhos europeus nesta matéria, como em quase tudo, e numa altura em que conduzir no centro das grandes cidades é uma experiência só comparável a ver dois episódios seguidos da menina das fadinhas, sou da opinião que deveriam ser criadas condições para que o uso da bicicleta fosse uma alternativa viável. É claro que também não sou contra os corredores do BUS, e se quiserem pintar tudo de vermelho, por mim não há problema, sempre quebra um pouco a monotonia, e podemos fingir que estamos à procura do caminho para Oz.

O problema reside no facto de alguma mente iluminada da Câmara Municipal de Matosinhos (provavelmente alguém que tem um irmão que vende tinta vermelha) se ter lembrado de fazer o seguinte: há o passeio para os peões, depois as pistas de velocípedes (com dois sentidos), depois uma faixa de estacionamento para automóveis e de seguida as faixas de rodagem. Isto significa o quê? Temos uma faixa onde passam os velocípedes, mas torná-los visíveis não era boa ideia, então coloca-se uma coluna de carros e camiões estacionados que tapam completamente os velocípedes. Quem circula numa rua transversal e tem de cruzar com esta avenida, depara-se com duas situações. Ou pára o seu carro no meio da avenida para ver se vêm velocípedes nas suas pistas e arrisca-se a levar com um camião de 20 toneladas cheio de pescado em cima, ou por outro lado passa sem parar com o risco de apanhar com uma bicicleta e um puto de 50 kg no capô. Como os estragos causados pela bicicleta são bem menores e a frequência com que passam velocípedes também, em relação aos camiões carregados de fanecas e robalos, eu pessoalmente tenho optado pela segunda hipótese, não paro!

Está-se mesmo a ver que qualquer dia vou ter uma surpresa, eu e alguém que gosta de pedalar. Mas estou quase certo que a Câmara de Matosinhos previu esta situação, e em parceria com o senhor das tintas, devem ter um seguro para estes casos…
Resta-me dar os parabéns à Câmara Municipal de Matosinhos pela pior ideia para a segurança rodoviária desde a colocação dos outdoors gigantes da Soraia Chaves e do seu decote a fazerem publicidade a alguma coisa; e também deixar um conselho a todos os adeptos da bicicleta, venham de autocarro…

sexta-feira, 23 de março de 2007

Meninos dos assaltos

Estou mesmo f………..frustrado. Esta semana assaltaram-me o carro no Porto. Estacionei-o, como tantas outras vezes, numa rua perto dos Clérigos. Rua nova, com passeios largos, bem iluminada e com pessoas a passarem frequentemente. Cheguei ao carro às 23:25 e deparei com a janela da frente esquerda partida. Havia vidros por todo lado, na parte da frente do carro, atrás, em cada frincha... Como se não bastasse, as bestas danificaram também o rebordo onde encaixa a janela (provavelmente com um chave de parafusos). Levaram os óculos de Sol e uma pen/leitor de mp3; deixaram o auto-rádio (não percebi).

Mas não foi para falar do meu caso em particular, que escrevo isto. Gostaria de vos perguntar o que fazer a estes senhores se os apanhássemos em flagrante? Esta questão assaltou-me a mente várias vezes, e devo confessar que os meus pensamentos não foram bonitos. Mas adiante…

Estava eu a contar a um amigo o sucedido, quando ele me diz em tom de brincadeira, e passo a citar: “para esses cabrões era a cadeira eléctrica”. Eu respondi qualquer coisa do género: “eh pá, fiquei bastante frustrado, mas já passou”. Contudo, isto deixou-me a pensar… O que eu faria se apanhasse os meninos em flagrante? E não é que chego à conclusão do meu amigo, era mesmo a cadeira eléctrica! Ou como disse outro amigo meu numa outra situação: “era corrê-los todos a cianeto”!

Para aquelas pessoas que já estão a pensar: “oh pá, tu devias era mudar de amigos”, deixem-me explicar; nós estamos a falar de parasitas, inúteis, autênticos cancros da sociedade que, na minha muito sincera opinião, não merecem sequer que percamos tempo a olhar para eles. Nunca vão mudar e nem sequer o querem fazer. São uma praga e deveriam ser exterminados como tal…

Antes que a Juventude Hitleriana me envie uma ficha de inscrição para sócio, quero esclarecer que é obvio que não digo estas coisas para serem tomadas literalmente. Contudo, tenho de admitir que, entre a frustração que me causaram, despertaram em mim os pensamentos mais violentos de que sou capaz. Mas, caso fossem apanhados, deveriam sofrer uma pena menor (o que quer que esteja contemplado na lei); não concebo, em plena consciência, outro castigo.

Já desabafei, estava a precisar…

sábado, 17 de março de 2007

Monogamia ou contradição da sociedade moderna?

No seguimento dos textos publicados neste blog, debruçamo-nos uma vez mais sobre um tema estruturante e que, estou certo, inclui-se no rol de preocupações do Homem moderno.

É prática corrente das sociedades ocidentais a adopção da monogamia como estilo de vida. Vamos então analisar esta temática. Eu poderei ter uma visão demasiado simplista, admito que sim, mas acredito com todas as minhas forças que o ser humano gosta de dificuldades e, se elas não surgirem espontaneamente, este inventa-as... Digam-me se a principal causa de divórcios não é a traição por parte de um, ou dos dois, cônjuges?

Nesta altura vejo-me forçado a fazer um aparte. O Homem é um animal e não há forma de contrariar a sua natureza, por muito que a igreja venha tentando há milhares de anos (devo admitir que me esforcei por não mencionar essa “fabulosa” instituição que rege o modo de vida de tanta gente, mas foi superior às minhas forças. Contudo garanto-vos que nem um milésimo da minha indignação exprimi; talvez numa próxima oportunidade). De forma a assegurar-me que não serei mal interpretado, devo salientar que sempre que refiro “Homem”, estou obviamente a mencionar a espécie humana, e não apenas o género masculino. Portanto, o Homem não vai deixar de se interessar por outros parceiros quer a nível emocional, quer sexual, trata-se de uma necessidade primária e como tal, impossível de contrariar.

Voltando então atrás, o problema não é a natureza do Homem, o seu comportamento, isso não se pode alterar; resta-nos a traição! Muito bem, se já identificamos o problema, falta solucioná-lo. Porque é que a traição é um problema? Porque nós dissemos que ela existia – é tão simples quanto isto. Sendo assim, vamos dizer que ela não existe e puff, está resolvido o problema. A monogamia é uma invenção para proteger pessoas com medo de não “molharem a sopa” caso o “mercado fosse liberalizado”. Deste modo a concorrência está restrita a um parceiro(a) e eles estão seguros de que também há-de chegar para eles…

As escapadelas sempre aconteceram, acontecem e continuarão a acontecer; eu espero não estar a ser demasiado “complicado” para certas pessoas com aversão às mudanças, senão, e para terminar, explico por palavras mais simples: o Homem nunca foi, não é e nunca será monogâmico.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Questões ameias com a parvoíce.

Concerteza que já experimentaram varrer uma divisão qualquer das vossas casas com a vasoura, e um apanhador para ajudar! A questão é que por mais que varramos, nunca conseguimos apanhar a totalidade do lixo. Aquela restia de sujidade, mais parece uma cadela com o cio, por mais que corramos ou a tentemos apanhar, nunca conseguimos!
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Há uma situação que se vem repetindo e que me causa alguma celeuma. Porquê que sempre que quero ir visitar um familiar ou amigo ao Hospital, e alguém já se encontra no quarto a fazer visita, tenho de esperar pela minha vez enquanto a outra pessoa não desce, e se se tratar de um político, por mais insignificante que ele seja, pode subir à vontade e levar os seus acompanhantes, já para não falar no batalhão de jornalistas?
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Para os novos e também para os velhos, a quem possa passar pela cabeça contrair o matrimónio (casamento) aqui ficam 3 de várias razões para ponderar:
- Se o casamento fosse uma coisa boa, não precisaria concerteza de testemunhas para nada!
- Para se divorciar só é preciso estar casado.
- Será que tem lógica gastar tanto dinheiro a alimentar 300 pessoas que na sua grande maioria não conhecemos de lado nenhum?!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Pérolas para porcos!!!

Haverá título mais adequado?! Talvez não.

A maior produtora de cerveja do país (Unicer), lançou no mercado português em Junho de 2005 algo inovador, "Cristal Weiss – Nova Cerveja de Trigo – Para Apreciadores de uma Excelente Cerveja". Nós portugueses, como grandes apreciadores, condenamos ao fracasso esta louvável iniciativa, de tal forma que foi retirada do mercado em cerca de 6 meses.

Por mais estranho que possa parecer, o mundo cervejeiro é vasto, e não limitado a Super Bock ou Sagres. Não questiono a sua qualidade de produção, é dificil nos dias que correm encontrar no mercado cervejas más no que concerne este aspecto. Mas questiono a fidelização dos consumidores frequentes, quando no que toca a aroma, sabor, textura, amargor, turvação, cor, enfim...há tanto por descobrir, basta uma mente mais aberta, disponível para novas descobertas, novos sabores, novas experiências e contentamentos.

Compete-me assinalar que ainda guardo o seu sabor único e inesquecível. Ahhhhhhhhh...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Teoria do código postal - validação do provérbio "Boi amarrado também pasta!"

Nesta sociedade sem fronteiras, a que chamamos com algumas reticências de "Comunidade Europeia", o homem depara-se com novas oportunidades é certo, bem como novos desafios e consequentemente novas dificuldades.
O que venho apresentar, vem revolucionar toda uma problemática existente à volta das viagens ao estrangeiro, algumas num contexto de trabalho, outras abrangidas por esses fantásticos programas "Erasmus" e "Leonardo da Vinci" (entre outros) numa componente mais estudantil, ou até mesmo por puro lazer e que permitem descobrir este sim "Admirável Mundo Novo", repleto de maravilhas desconcertantes que acabam por hipnotizar o homem, tornando heróica e utópica qualquer tentativa de resistência por parte deste.

De checas a letãs, passando pelas alemãs, polacas e ucranianas, sem esquecer as escandinavas, italianas, espanholas, húngaras, e porque não brasileiras e mexicanas, enfim...uma panóplia de tentações, para as quais não há terço, reza, sessão de voo doo ou outra saída espiritual qualquer que lhe valha (curiosamente há registos de uma ida a Fátima a pé, sem resultados observáveis), nem mesmo 500 canais televisivos com 24h de transmissões desportivas.
Como elementos do sexo feminino, já se torna duro para o homem resistir, mas quando assim acontece, elas usam e passo a citar “armas de destruição maciça" – depoimento de BM. E...Pimba...o homem está no papo. É impossível refutar. Ele é de tal forma envolvido por cachecóis de braços e pernas qual polvo, que se torna inútil resistir.

Posto isto avanço com a possível solução. Na verdade é uma teoria muitos simples, mas que se utilizada de forma cuidada e sensata livrará o homem de inúmeras complicações com a(s) sua(s) amada(s) namorada(s) ou esposa(s). Esta teoria, denominada "Teoria do Código Postal" é abrangente, sendo válida em Portugal e no estrangeiro. A sua essência reside no seguinte: o homem tem uma morada, a essa morada corresponde uma localidade e um código postal (a título de exemplo: 2430-251 Alfragide). Se a “tentação ou provocação” residir numa outra localidade, cidade, país, continente ou hemisfério, terá consequentemente atribuído um código postal, obviamente diferente. Não se tratando do mesmo código postal da sua cara metade, não pode em qualquer circunstância ser considerado traição. Não há um fio condutor que permita dizer “TU TRAISTE-ME”, nem tão pouco provocar no homem indícios de peso na consciência. Não faz qualquer sentido uma reclamação. É no entanto necessário e fundamental, como para qualquer teoria, explicá-la, argumentá-la e defendê-la bem, desenvolver uma técnica de comunicação objectiva e eficaz, pois toda a teoria tem a sua falha, e é válida até ao dia em que é posta em causa, questionada ou refutada, o que e face à evolução do homem, nos dias que correm, pode estar para breve.

Boas viagens e lembrem-se..."Boi amarrado também pasta!".