quarta-feira, 11 de abril de 2007

Mais uma pérola da TVI


Hoje é dia 11. E que melhor dia para falar sobre o cultivo da papoila? O dia 9, por exemplo. Por isso voltamos a este tema para o próximo mês. Hoje gostaria de falar sobre aquele que considero como um marco na História de Portugal, um acontecimento equiparável à descoberta do caminho marítimo para a Índia, mas com mais vacas, que as naus de Vasco da Gama só levavam gado de pequeno porte.

Com estas pistas, já perceberam que estou a falar de “A Bela e o Mestre”. Para simplificar, vou-me referir a este acontecimento como um “programa televisivo”, apesar de achar que se trata de algo que vai muito mais além. Este programa consiste em juntar numa casa uns quantos saloios e mulherio em número equivalente. As bestas masculinas, supostamente são portadoras de inteligência acima da média (são “mestres”). Mas quem faz esta classificação? É a TVI, logo os parâmetros médios de inteligência para esta estação televisiva, como é do conhecimento público, estão algures acima de um protozoário e abaixo de um animal de carga com lesões cerebrais. É aceitável, temos homens com um QI entre o de um ser unicelular e um jumento atingido por um raio.

Por outro lado, temos as meninas, supostamente monumentos carnais e a roçar o campo do bakedo… Tenho de dizer que as miúdas não são más, mas não chegam aos exemplares facilmente encontrados em qualquer casa de alterne na noite de Bragança. Mas adiante, apesar de algumas das fronhas, aceito a classificação que lhes é atribuída. Supostamente, e agora estou totalmente de acordo, as garinas têm o QI ligeiramente abaixo dos protozoários.

Qual o objectivo do programa? Estabelecer casais e esperar que eles façam o amor. Ouço algumas vozes discordantes: “Não senhor, é para se ensinarem mutuamente aquilo que sabem fazer melhor”. Por favor… É para se comerem uns aos outros, e quem o fizer como se não houvesse amanhã, certamente vai ganhar. Mas vai ganhar o quê, para além de sífilis ou hepatite C? Eu sei o que vamos perder; anos de investimento na educação, cultura e construção moral das gerações mais jovens.

O nosso blog


Este blog já existe há cerca de dois meses, já fomos insultados, ameaçados e, cerca de 5 ou 7 vezes, sodomizados por jovens mulheres da Europa central e Balcãs, pelo que pensamos que está na altura de esclarecer todas as dúvidas sobre este nosso singelo, mas pragmático blog (que alguém já sugeriu ser a pérola mais importante da literatura nacional desde a revista Maria nº 163). Seguem-se algumas das perguntas com que somos abordados frequentemente:

- Porquê o nome “A Pontinha do Piolho”?
Porque A Pontinha do Piolho é algo que inspira confiança, é símbolo de sapiência, demonstra logo, sem sombra de dúvida, que neste espaço serão tratados os assuntos mais importantes e actuais da nossa sociedade.

- Quem escreve neste blog?
Somos nós.

- Como podemos ver publicados textos nossos no blog e quais os critérios de aceitação desses mesmos textos?
Basta que os enviem para o e-mail: apontinhadopiolho@hotmail.com
Os critérios de aceitação são rigorosos e imparciais, consistindo essencialmente numa censura pidesca e num bom gosto no mínimo questionável. Se fores rapariga podes mandar foto anexa, que poderá ajudar na parte da censura (fotos na praia são valorizadas)…

- Existem prémios por visitar o blog?
Claro que sim. Basta enviares uma foto de corpo inteiro para o e-mail referido na resposta anterior, e habilitas-te a ganhar um jantar à luz das velas com um dos autores à tua escolha (neste momento o passatempo é destinado apenas ao género feminino, mas prevê-se que se realize outro para o género masculino, ainda neste milénio).

- Quando encerra definitivamente este blog?
Não deve faltar muito; sabemos que a Polícia Judiciária, em conjunto com a TVI, já estão no encalço dos autores do blog. A população em geral, e a de Moimenta da Beira em particular, está a colaborar nas investigações, pelo que será uma questão de tempo…

Brigada Anti-Fadinhas


Ao pesquisar na internet reparei que este era o único blog que ainda não falou sobre esse ícone da cultura portuguesa que é a Floribela. Como prefiro cortar o dedo mindinho de um dos pés a ser confundido com um admirador dessa............ Princesa dos tempos modernos, aqui vai.

Para começar gostaria de dizer que a sensação que tenho ao ver um desses episódios é equivalente a ser trespassado por um punhal de lâmina romba e ferrugenta que vai sendo rodado enquanto me rasga o abdómen, só que menos agradável. Mas vamos desenvolver um pouco as personagens principais. Temos o Frederico, que é um tipo alemão, que não sabe uma única palavra de alemão, cabelo lixiviado, barba rigorosamente colocada (é óbvio que a barba e o cabelo não são da mesma pessoa, provavelmente nem uma coisa nem outra é dele), dentes cuidadosamente pintados de branco e um bronzeado de solário tipo cor merda nº 37. O homem, quer dizer, a coisa parece um playmobil… Por outro lado temos a Floribela, uma menina da aldeia, atarracada e muito irritante, veste-se como se fosse Carnaval todos os dias e é suposto ser empregada da casa. Mas ela não faz nada, não trabalha, apenas expõe os seus problemas, que vão desde a sua mãe ser uma árvore (isto faz da menina o quê? Uma bolota?), até às fadas que lhe resolvem tudo.

Até aqui, com um pouco de boa vontade e sob efeito de drogas duras, a história ainda parece credível, mas depois temos o dilema do Frederico. O rapaz está indeciso entre uma gaja tipo Soraia Chaves e a Bolota. Mas ele é burro ou quê? Burro e daltónico de certeza, que as roupas da Bolota ferem os olhos… Se as Fadinhas tivessem um mínimo de piedade, faziam-no perceber que mais vale comer a governanta que a Bolota (isso também não, mas a Delfina…)! Era pegar nas Fadinhas todas, metê-las num saquinho e chegar-lhe fogo, e ficar a ver as labaredazinhas e ouvir os estalidos…

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Coelhos transgénicos

Na semana passada estava sentado em frente à televisão a ver um compacto de “A Bela e o Mestre” e já tinha um x-acto na mão e as mangas da camisola arregaçadas, procurando respostas para todas aquelas questões que me assaltavam o cérebro ao beber daquele néctar de cultura televisiva, quando, num intervalo, vejo a anunciar um debate sobre alimentos transgénicos. Aquilo fez-me pensar, pousei o x-acto, limpei duas ou três gotas de sangue, coloquei um penso rápido e fui dormir.

Contudo, no dia seguinte, e devido à proximidade do evento que celebra a ressurreição de um tipo de túnica e barba, que nem sequer gostava de chocolate, apareciam-me coelhos e ovos de chocolate por todo lado e isto intrigou-me. Porque é que nunca vi nenhuma organização ambiental, OMS ou alguma organização não governamental de qualquer feitio levantar-se contra o facto de existirem coelhos que põem ovos de chocolate? O milho transgénico é mau, a soja transgénica é má, agora, mexer com a estrutura genética de um coelho de tal modo, que o bicho acaba a pôr ovos, ainda por cima de chocolate, já não há problema...

Eu consigo ver as vantagens disto, temos coelho à caçador para jantar e logo a seguir a sobremesa... Mas então e as nossas interrogações éticas? Não se pode mexer nos vegetais, mas baralhar de tal modo um coelho, que ele já não destingue entre uma coelhinha e uma vagem de cacau, só para celebrar a ressurreição do tal tipo, que ao que parece era pescador e só comia peixe, parece-me que já é abusar... Tudo tem limites!

Tráfico de cacau


Um destes dias estava a ler um livro e deparei-me com dificuldades em focar as letras, percebi então que tinha que usar óculos, mas isso agora não interessa... O que venho falar hoje é muito mais importante que a minha dificuldade em ler as letras pequeninas. A Páscoa está aí e isso despertou a minha atenção para uma questão que tem vindo a ser ignorada há já vários anos: “Qual a percentagem da igreja no comércio mundial de cacau?”

Eu sei que esta é uma interrogação incomodativa para muitas facções da nossa sociedade, e que agradaria a muitas pessoas que tal assunto fosse deixado entregue ao anonimato. Contudo, a minha rectidão moral não mo permite, e venho aqui tirar o coelho da toca... (Perceberam? Coelho, Páscoa...).

Toda a gente sabe, pelo menos aqueles que olham para além do mundo fantasioso (e doentio, na minha opinião) da Floribela, onde pessoas e vegetais partilham laços familiares, que existem grandes lobbies alimentares para a igreja, como por exemplo a indústria da hóstia, do vinho barato, dos papos de anjo, das barrigas de freira, do folar, do bolo rei, das rabanadas, dos mexidos, da aletria, das filhozes, dos sonhos, dos cogumelos alucinogénicos... (Este último é possível que esteja a confundir, mas depois de ouvir certos discursos de alguns membros do clero, dá uma ideia nítida de que são fortes consumidores deste tipo de substâncias).

Seguindo este raciocínio, posso-vos transmitir de fonte segura (mais ou menos segura, na altura pareceu-me uma pessoa que não consumia substâncias ilícitas há mais de 3 minutos, seguramente), que muitas das vestes decoradas a ouro e fartos anéis do mesmo metal que enfeitam as mãos papudas dos nossos clérigos que acariciam as nossas crianças, são financiados por essa indústria predadora, que é o comércio do cacau, motivado por interesses obscuros, em especial nesta época. Por isso, lanço-vos um apelo, esta Páscoa deixem de lado as amêndoas e ovos de chocolate, em vez disso ofereçam, por exemplo, legumes. Em vez de um saco de Cláudias, um molho de brócolos, em vez de um ovo Kinder, um rabanete ou um nabo ou outro qualquer tubérculo... É por uma boa causa!

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Amor é...


Nunca deram por vocês a pensarem: “Mas afinal eu estou apaixonado ou estúpido?”. Tenho reparado à minha volta que isto tem vindo a acontecer cada vez com mais frequência, e tenho de admitir que me parece que as pessoas começam a ter dificuldade em diferenciar entre uma situação e outra… Sinto-me na obrigação de tentar esclarecer os mais distraídos ou aqueles que estão em início de lides nestas andanças de ser explorado pela parte feminina, e ainda só vêm nuvens cor-de-rosa e prados cheios de flores...

Vou tentar ilustrar o meu ponto de vista com alguns exemplos. Amor é oferecer a parte do meio de uma torrada, mas fazê-lo mais que uma vez por ano já começa a entrar no domínio da estupidez. Amor é deixar de ver o Porto-Benfica para ir ao teatro, mas deixar de ver o clássico por causa da novela da noite já é parvalheira, e se for por causa da Floribela, penso mesmo que já existem penalizações previstas no nosso código penal para estes casos... Amor é não se esquecer do seu aniversário, mas lembrar-se também do aniversário da sua mãezinha e da avó já é falta do que fazer. Amor é dizer “Estás cada dia mais bonita” quando ela engorda 5 kg, mas senti-lo já entra no campo da falta de gosto. Amor é oferecer flores, mas gastar mais do que 5 euros no ramo já é palermice. Amor é ficar em casa ao sábado à noite em vez de sair com os amigos, mas fazê-lo mais que uma vez por cada estação do ano já pode ser considerado paneleirice. Amor é oferecer uma prenda cara, mas voltar a fazê-lo sem ela ter retribuído com alguma coisa inovadora em termos sexuais já é ser otário. Amor é sentir o coração acelerar cada vez que a vemos quando ainda estamos a tentar conquistá-la, mas depois de 3 meses de namoro já é arritmia cardíaca. Amor é dizer “És a melhor namorada que eu poderia ter”, mas dizer “És a única” já é mentira...

Amor pode ser tudo o que vocês quiserem, mas nunca será o que vocês não quiserem.

Pistas para velocípedes em Matosinhos


Quem passou recentemente em Matosinhos na zona do Bowling deve ter reparado numas magníficas pistas vermelhas pintadas nas diferentes ruas que interceptam. Pois bem, tratam-se de pistas para velocípedes e dos corredores do BUS. Sou totalmente a favor de pistas para velocípedes, aliás estamos muito atrasados em relação aos nossos vizinhos europeus nesta matéria, como em quase tudo, e numa altura em que conduzir no centro das grandes cidades é uma experiência só comparável a ver dois episódios seguidos da menina das fadinhas, sou da opinião que deveriam ser criadas condições para que o uso da bicicleta fosse uma alternativa viável. É claro que também não sou contra os corredores do BUS, e se quiserem pintar tudo de vermelho, por mim não há problema, sempre quebra um pouco a monotonia, e podemos fingir que estamos à procura do caminho para Oz.

O problema reside no facto de alguma mente iluminada da Câmara Municipal de Matosinhos (provavelmente alguém que tem um irmão que vende tinta vermelha) se ter lembrado de fazer o seguinte: há o passeio para os peões, depois as pistas de velocípedes (com dois sentidos), depois uma faixa de estacionamento para automóveis e de seguida as faixas de rodagem. Isto significa o quê? Temos uma faixa onde passam os velocípedes, mas torná-los visíveis não era boa ideia, então coloca-se uma coluna de carros e camiões estacionados que tapam completamente os velocípedes. Quem circula numa rua transversal e tem de cruzar com esta avenida, depara-se com duas situações. Ou pára o seu carro no meio da avenida para ver se vêm velocípedes nas suas pistas e arrisca-se a levar com um camião de 20 toneladas cheio de pescado em cima, ou por outro lado passa sem parar com o risco de apanhar com uma bicicleta e um puto de 50 kg no capô. Como os estragos causados pela bicicleta são bem menores e a frequência com que passam velocípedes também, em relação aos camiões carregados de fanecas e robalos, eu pessoalmente tenho optado pela segunda hipótese, não paro!

Está-se mesmo a ver que qualquer dia vou ter uma surpresa, eu e alguém que gosta de pedalar. Mas estou quase certo que a Câmara de Matosinhos previu esta situação, e em parceria com o senhor das tintas, devem ter um seguro para estes casos…
Resta-me dar os parabéns à Câmara Municipal de Matosinhos pela pior ideia para a segurança rodoviária desde a colocação dos outdoors gigantes da Soraia Chaves e do seu decote a fazerem publicidade a alguma coisa; e também deixar um conselho a todos os adeptos da bicicleta, venham de autocarro…