segunda-feira, 7 de maio de 2007

Também quero ter um Arquipélago

Este fim-de-semana realizou-se um dos actos eleitorais mais importantes dos últimos anos a nível europeu e que terá certamente repercussões vincadas no desenvolvimento de diversas situações político-económicas por todo o mundo, especialmente na Europa. Quem estiver a pensar na vitória do Sr. Nicolas Sarkosy para a presidência francesa, desengane-se; falo como é óbvio de mais uma maioria absoluta do nosso “Fidel Castro” na SUA solarenga Ilha da Madeira. Pois é, o tio Alberto João obteve uns esclarecedores 64,2 % dos votos dos eleitores madeirenses. Isto é preocupante, não pelo facto de 64,2 % dos eleitores madeirenses terem mau gosto, mas por 64,2 % (desculpem a insistência, mas o valor é impressionante) dos eleitores madeirenses darem credibilidade ao artista. Sim, artista, porque eu sei reconhecer que o homem, quer se goste ou não, é um artista… Um artista de variedades! Ninguém entretém uma plateia como ele, dando lições à maioria das nossas gentes do espectáculo no que se refere a actuações em palco!

Eu devo confessar que tenho inveja do “Presidente do Conselho” da Madeira (não resisti a esta comparação subtil com o tio Salazar). Inclusive, já tenho um projecto para apresentar ao governo de Portugal (governo da parte continental e Açores, bem entendido), onde proponho, num espaço de 7 ou 9 dias fazer das Berlengas o meu arquipélago! Isso mesmo, o Arquipélago das Berlengas, do qual eu serei o Presidente do Conselho. O Governo do País pode mandar para lá uns trocos largos, mas sem interferir na sua governação, isso é comigo. E que nem lhes passe pela cabeça aplicarem às minhas ilhas as mesmas leis que aplicam ao resto do país; era só o que faltava... Se refilarem, levam logo com uma data de “Felhos da p*** do Contenente”...

A proposta segue para S. Bento. Viva Portugal! Viva o forrobodó da Madeira! E viva a independência das Berlengas!

Uma loira é sempre burra!

Há coisas que nunca mudam, provérbios eternos e verdades inquestionáveis, e uma delas é que as loiras são mesmo burras! Passo a explicar! Estava eu muito entertido esta manhã a ver o programa do Goucha e da gaja boa que costuma ser a sua sombra (extraordinariamente porque estou de ressaca do casamento a que fui ontem), e anunciaram que iriam por a vida do meu Sr. Presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, pessoa integra, singular, ímpar até, o que despertou de imediato a minha atenção. A biografia foi aparentemente e pelo que percebi, escrita por 4 mãos femininas e durante a conversa agradável, houve uma jornalista (loira) que se destacou sobremaneira e que pelo seu discurso, pela forma como descrevia a infância, a juventude, mulheres e personalidade da figura mediatica que é o Pintinho, chegou mesmo a convercer-me que ele era uma anjo na terra. Até que se tocou no assunto Carolina Salgado e a catrafada de pancadaria que deram ao Ricardo Bexiga. A jornalista fazia crer que não havia relação possível pois Ricardo Bexiga era vereador da CMG pelo PS e o problema era com o Gondomar, e que há 2 anos suspeitava-se de Valentim Loureiro e agora num ápice, a história deu uma volta de 360º e passaram a acusar o Pintinho...acho que não preciso dizer mais nada! Loira burra.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Freira, cozinheira e actriz porno

Halten mich mein klein prinzessin! E tendo dito isto, posso introduzir um tema que, para vergonha deste blog, ainda não tinha sido focado. Pelo sucedido apresentamos as nossas desculpas e apressamo-nos a repor a justiça que é devida a mais este marco incontornável da cultura portuguesa. Falo obviamente da Estrelinha, ou Doce Fugitiva, ou Floribela da TVI, ou qualquer outra coisa que sirva para identificar a freira do diabo (entenda-se “freira” com o hábito vestido, e “do diabo” quando está sem roupa). Depois admiram-se que haja mais do que um Padre Américo! Os Padres são homens de Deus, mas continuam a ser homens. Espetam-lhes com uma freira destas ou com a Amelinha à frente e querem que os homens fiquem quietos? Sinceramente, penso que nem Deus, na sua infinita misericórdia e bom gosto, os condenará…

Mas vamos falar da Estrelinha. Começamos obviamente pelo argumento, que é de uma qualidade brutal. Segundo percebi (e peço desculpa, pois não estou tão dentro da história como na Floribela), há uma menina que fugiu de casa, adora o pai, mas anda escondida dele, enfim… Está a tentar descobrir não sei o quê e disfarça-se de freira (o que tem toda a lógica, uma freira com aquele cabedal passa completamente despercebida…). Também se disfarça, creio eu, de empregada ou cozinheira (que faz ovos de chocolate para o Feira Nova) na casa de uma família rica, uma família de órfãos em que o irmão mais velho é uma espécie de Carol Wojtila, mas com o cabelo à fozeiro (completamente diferente do que se passa na Floribela…). O rapaz é um docinho de menino, empresário, gere a fortuna da família e mantém unida aquela ninhada de irmãos que anda lá por casa. Parece-me, mas já estou a correr o risco de ser injusto para a menina, que ainda se disfarça de outra coisa qualquer, não sei bem o quê… Resumindo, temos uma miúda, que até poderia aparecer vestida de cavalo, que com aquela carinha e aquele corpo ninguém se ia esquecer dela. Mas que consegue aparecer às mesmas pessoas, e que por estar com um hábito de freira ou com um avental, já ninguém percebe que se trata da mesma menina. Credível!

Para terminar, queria apenas lançar uma ideia inovadora dirigida ao Canal 1. Que tal fazerem uma série ou novela sobre uma menina que vivia com os avós numa aldeia do interior do país e que veio procurar os pais; agora vive num mosteiro disfarçada de Monge Tibetano, trabalha numa vivenda particular de Cascais como jardineira, tem 7 fadas que a ajudam (uma para cada dia da semana), veste-se com roupa do circo onde trabalhou enquanto juntava dinheiro para ir para Lisboa. Mantém uma relação incestuosa com o herdeiro da tal vivenda, uma mistura de Rodrigo Santoro (de aspecto) e Dalai Lama (de bondade), mas em loiro, que na 3ª série se virá a descobrir tratar-se do seu meio-irmão de uma relação que sua mãe, a Condessa de S. Mamede Infesta, teve com um Conde Dinamarquês durante uma feira equestre na Golegã… Caso a direcção de programas da RTP esteja interessada, por favor contacte este blog.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Queima das Fitas

Não está vivo, não tem mosca, tu não queres, tu também não, vai a cima, vai a baixo, vai ao centro e vai para dentro… É isso mesmo, já chegou a Queima! E eu não ando na universidade… Há já 4 anos… Ainda não me mentalizei completamente, mas o meu psicólogo diz que estou no bom caminho. Sendo assim, e enquanto pago ao homem para ele me convencer que já terminei o curso, continuo a ir à Queima, porque a Queima é um estado de espírito, e eu ainda devo estar nessa onda…

Este texto é dirigido àqueles que vão este ano pela primeira vez à Queima das Fitas. Antes de mais têm de ter noção que a semana da Queima é a melhor semana do ano inteiro e a vossa vida deve ser organizada em função dessa semana. Quem disser o contrário está completamente desfasado da realidade e vocês têm legitimidade para lhe dar um par de quatro estalos (caso o indivíduo em questão não seja maior que vocês, obviamente). Outra coisa importante, são aqueles pensamentos que por vezes nos assaltam, do género: “Não vou uma ou duas noites, lá para o meio da semana, que é para descansar”. Só pode ser brincadeira, mas é que nem pensar. Podes descansar durante o dia, mas faltar uma noite da Queima, isso nunca, é sacrilégio. Sabias que há pessoas que metem férias no emprego para poderem ir? E tu queres faltar? Ganha juízo!

Mas adiante. Outro ponto importantíssimo é o preço das bebidas; tens de te abastecer com moedas, das pequeninas, e quando te pedirem 9 euros, tens de negociar até conseguires que aceitem 9 moedas, não te contentes com menos, de outra forma estás a ser roubado… Nunca, mas nunca fiques de fora de uma rodada, brinde, etc., e se algum amigo teu o quiser fazer, é teu dever dissuadi-lo… Se quiseres podes ir aos concertos, mas não são obrigatórios, contudo deves assistir a pelo menos um, ou parte de um, por cada Queima. Obrigatório é comer um pão com chouriço por volta das 4 da manhã, regressas às barraquinhas, mais uma rodada, e bora lá uma horinha para a tenda de dança…

Se não foi desta que conheceste a tenda do INEM, não te preocupes, ainda tens mais 7 noites! Para o regresso, não aconselho carro. Se não moras no Porto, fica em casa de um amigo. Vai de autocarro e sempre que encontrares pessoas que estão a ir para os empregos, afinal são 7 da manhã, tenta perceber o que estarão a pensar enquanto olham para ti com ar de quem tem algo entalado no rabo. Boa Queima!

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Quanto vale um beijo?

Hoje sinto-me lamechas, por isso aqui vai... Já pensaram na importância que tem um beijo? Quando estamos com aquela pessoa, com todas as inseguranças que a presença dela desnuda em nós, e não nos passa nada mais pela cabeça que não seja esse gesto de pura intimidade, de comunhão entre duas pessoas. É tão simples, basta juntar os nossos lábios aos dela, mas ao mesmo tempo tão complexo. Um beijo, quando sentido, encerra todos os nossos medos, diz tudo o que sentimos sem usar uma única palavra. Tomar a iniciativa de dar um beijo pode ser como saltar para um precipício, é incerto, podemos cair no ridículo, é assustador, parece que estamos sozinhos contra o mundo, isolados… Mas quando o beijo é retribuído, aqueles segundos em que percebemos que não caímos no precipício, o mundo afinal não está contra nós, somos capazes de tudo, de qualquer coisa, e já não estamos sós, aquela pessoa está em sintonia comigo, ela expôs-se tanto como eu e por uns momentos, juntos somos invencíveis!

Quanto vale um beijo? Não sei, mas como será possível quantificar algo que, em breves segundos, transforma uma pessoa cheia de incertezas e medos na pessoa mais segura do mundo, capaz de qualquer coisa?

3ª Participação de leitores – Conspiração II: Conspiração contra os escritores

A legalização das drogas seria perfeita para novos talentos (calma!!!!!!!!!!!!!!!!!). É claro que depois isto ia ser encarado como no futebol, quando alguém escrevesse algo realmente especial, lá vinha o controlo anti-doping e automaticamente a autoria passaria para outro gajo, se por acaso os limites tivessem sido ultrapassados. Os professores não dizem nas aulas que o Fernando Pessoa fumava ópio, só mencionam o facto de que era um génio, e era, mas e o ópio onde fica nisto tudo? Naquele tempo até a droga era boa, o ópio era bom e saudável, por isso é que digo que se hoje em dia a coisa fosse bem controlada em salas de “chuto e escrita” teríamos novos e geniais talentos nacionais para dar continuidade ao nosso glorioso passado literário.

Hoje em dia é muito difícil superar o Eça, que escreveu sobre dois irmãos a fazerem sexo e tornou a coisa muito romântica e bela, em vez de incestuosa e pecaminosa. Se hoje, a Margarida Rebelo Pinto escrevesse uma história assim, era uma grade maluca, tarada e sem qualquer tipo de gosto pelo belo ou romântico. Mas qualquer romantismo hoje é encarado como piegas e mandam logo bocas do género: “Estavas bem era a escrever para novelas.” O Stand-Up Comedy é bom, os Gato Fedorento são óptimos, este blog é muito fixe, mas um dia o Saramago morre e depois?

P.S. – Eu sou a esperança…

Autoria: Petra Scarlet

2ª Participação de leitores – Conspiração I: A conspiração dos domingueiros

Ainda existe uma pequena grande minoria que não sai aos domingos, enquanto esses existirem talvez haja esperança. São poucos os que sabem desta conspiração e por isso fecham-se em casa, a ver filmes reles na TV, no mais alto volume, para não ouvirem os risinhos das famílias “felizes” que passeiam na rua, e as buzinas dos carros em fila.

Mais que uma conspiração, é uma tortura e uma vingança para com o próximo, mesmo sabendo que isso vai trazer sofrimento pessoal. Ou seja, o domingueiro mete a família inteira dentro do carro, grande ou pequeno, incluindo animais de estimação e até mesmo o irritante boneco que abana a cabeça. E lá vão eles… Metem-se à estrada sabendo que 90% da população está a fazer exactamente o mesmo àquela hora. O domingueiro sabe que vai sofrer, mas o mais importante é que ele está a lixar a vida a alguém, ele não é o único; “Eu estou aqui, mas estes cabrões também estão”. E numa espécie de ritual domingueiro, lá andam eles a uma velocidade máxima e rebelde de 30km/h, ao mesmo tempo que as esposas olham as montras, eles olham os outros carros e respectivas famílias, e pensam que vão conseguir mesa no café e o cabrão do lado não, porque não é tão esperto. Eis que chega a hora do lanche, e ainda na estrada toca a encostar o carrito na sombra mais próxima e sacar dos rissóis, sandes de panado e Sumol sem gás.

Por fim o destino. No Verão, a praia, no Inverno, o centro comercial. Quando chegam, são horas de voltar para casa e entre arranjar estacionamento e insultar a mulher ou os filhos, o melhor é mesmo ir para casa ver a bola. As estradas portuguesas estão contaminadas aos domingos, mas o pior disto tudo é que se ficarmos em casa vamos apanhar com os mesmos filmes de há cinco anos atrás, parte I, II, III, IV… Estamos rodeados, teremos saída? Peço ajuda e soluções. Enquanto isso, fechadinhos em casa sem tirar o pijama a ver bons filmes alugados, dormir, e outras coisas interessantes para quem vive a dois. E o mais importante de tudo, pôr o relógio a despertar para a meia-noite, para sabermos que já não é domingo e festejar… Ups… E dai talvez não, porque a seguir ao domingo vem a porra da segunda-feira.

Autoria: Petra Scarlet